EUA Precisam Acelerar Produção de Armas Mais Baratas, Diz Especialista
Christian Brose destaca importância de uma variedade de sistemas armamentistas para garantir suprimentos adequados em conflitos futuros.
O presidente e diretor de estratégia da Anduril, Christian Brose, manifestou a necessidade urgente de os Estados Unidos incrementarem a produção de sistemas de armas mais acessíveis e variados. Segundo ele, essa ação é essencial para assegurar um suprimento eficiente para possíveis confrontos futuros.
Brose fez suas declarações na última semana durante o Building America Summit, promovido pelo Washington Post. Ele apontou que a indústria norte-americana se mostrou complacente e "emboscada pelo futuro". Para ele, houve uma "falha de imaginação" ao não prever como a capacidade militar poderia ser contestada.
Desafios no Cenário Global
O especialista alertou que o país tem enfrentado dificuldades para se adaptar às mudanças necessárias, especialmente em relação à competição com a China. Brose citou lições adquiridas com a guerra na Ucrânia e operações como a Epic Fury, além do avanço tecnológico de Teerã, que vêm elevando suas capacidades assimétricas.
"Estamos lidando atualmente com um poder regional como o Irã, que é apenas um vislumbre do que a China pode representar", afirmou Brose, sublinhando que a nação não aprendeu completamente com os conflitos recentes.
Nova Fábrica em Ohio
A Anduril recentemente inaugurou uma nova unidade fabril em Columbus, Ohio, com 5 milhões de pés quadrados, dedicada à produção de municações para o exército dos EUA. Brose utilizou esse novo empreendimento como um exemplo de como a empresa está respondendo à demanda militar por armas de produção em massa, que são mais baratas e ágeis em comparação com mísseis como o Tomahawk.
Ele enfatizou que não se trata de substituir a compra de armamentos sofisticados, mas sim da necessidade de ter uma variedade de opções disponíveis em combate. "Se sua única opção for um Tomahawk, é essa que você usará", disse ele, ressaltando que durante a Epic Fury, o exército norte-americano utilizou em semanas o equivalente a anos de produção do Tomahawk.
Uma Nova Filosofia de Produção
Brose argumentou que, ao se concentrar na construção de sistemas que possam ser fabricados por trabalhadores com treinamento mínimo e ferramentas simples, o país pode escalar sua produção de forma eficiente, semelhante ao que aconteceu durante a Segunda Guerra Mundial.
“O foco não deve ser em criar tecnologia perfeita, mas em produzir, testar e aprender com os erros”, destacou.
Para Brose, o que realmente faz a diferença em situações de conflito são o ciclo de inovação e a capacidade de reconstruir em larga escala. Ele enfatizou que, embora os Estados Unidos e Israel tenham causado danos significativos ao Irã, este continua se apresentando como um adversário válido, utilizando táticas assimétricas e drones de baixo custo.
Essa abordagem pode ser crucial para que os EUA mantenham sua relevância em conflitos prolongados.
Fonte: www.defensenews.com








