Ministério da Saúde suspende distribuição de vacinas contra dengue do Butantan
Medida ocorre após registro de reações adversas e busca garantir a segurança da população
O Ministério da Saúde anunciou a suspensão temporária da distribuição da vacina contra dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A decisão foi tomada após a identificação de 42 casos de reações graves, incluindo duas mortes, que estão sendo analisados para determinar se há ligação com a vacina.
Preocupação com a saúde pública
Em declaração à Rádio Nacional, Eder Gatti, diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações, orientou os municípios e estados a armazenarem as vacinas em suas redes de frio. "Não iremos distribuir novas vacinas por enquanto. Os estoques devem ser mantidos até nova determinação", afirmou Gatti.
Esse cenário começou a se desenhar após uma vigilância rotineira indicar a ocorrência de sintomas como dor abdominal e vômitos persistentes em pessoas vacinadas. Entre os casos, três pessoas necessitaram de internação e, tragicamente, duas não sobreviveram.
Casos adversos inesperados
A pausa na vacinação é uma medida cautelar. O governo ressaltou que essa suspensão não implica na ineficácia da vacina na prevenção da dengue. Os eventos adversos são considerados incomuns, já que não foram observados durante os testes clínicos.
"A vigilância do programa está captando esses casos de forma eficiente. Quando a vacina é aplicada em larga escala, eventos raros podem ser identificados", explicou Gatti, ressaltando a importância da monitorização contínua.
Quem deve buscar atendimento
As pessoas que receberam a vacina nos últimos 21 dias devem ficar atentas a sintomas como febre, dores no corpo, e sinais de sangramento. Caso esses sintomas apareçam, a recomendação é buscar atendimento médico imediatamente. Para aqueles vacinados há mais de 21 dias, não há risco; essas pessoas estão protegidas contra a dengue.
Avaliações e futuro da vacina
Um comitê de especialistas foi convocado para investigar os casos reportados e oferecer recomendações sobre a retomada do uso da vacina do Butantan. A definição de novos prazos e a decisão final ainda estão em aberto.
Enquanto isso, a vacina Qdenga, fabricada pelo laboratório Takeda e recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, continua a ser aplicada sem interrupção, sem qualquer sinal de alerta sobre sua segurança.
A situação permanece sob vigilância, com a expectativa de que novos casos possam ser reportados à medida que as pessoas busquem assistência médica, fortalecendo assim a segurança do Programa Nacional de Imunização.
Fonte: www.leiaja.com








