Exército Francês Apresenta Novo Tanque Leclerc XLR com Armadura de Proteção Upgrade
Inovação busca fortalecer a defesa contra drones no campo de batalha moderno.
Em um evento recente no Salão de Defesa Eurosatory, realizado próximo a Paris, o Exército Francês revelou o tanque Leclerc XLR, que agora conta com uma armadura de proteção no teto. Essa nova estrutura, conhecida como "cage armor", causou polêmica nas redes sociais quando similaridades foram observadas em tanques russos durante a invasão da Ucrânia em 2022. No entanto, esse tipo de proteção se mostrou eficaz contra drones, uma ameaça crescente nas batalhas atuais.
Desenvolvimento e Implementação
O protótipo da armadura foi desenvolvido pela seção técnica do Exército, enquanto a produção em larga escala está a cargo da KNDS França. O General Olivier Coquet, responsável pela seção, compartilhou detalhes sobre o projeto em coletiva de imprensa. O trabalho visa equipar as unidades de tanques franceses com essas novas tecnologias.
Além disso, tanto forças russas quanto ucranianas já adotaram variações de armaduras de teto devido ao aumento de ataques por drones.
Modernização do Leclerc
O Leclerc faz parte do programa de modernização de veículos blindados chamado Scorpion, que pretende aprimorar as capacidades do principal batalhão blindado francês. As melhorias incluem novos sistemas de computação, armaduras adicionais e uma torre operada remotamente, adaptadas especialmente para combates em áreas urbanas.
Porém, o General Coquet também alertou que o Leclerc deve atingir o fim de sua vida útil até 2035. Para contornar essa transição, o Exército está planejando uma capacidade intermediária até a chegada do Sistema de Combate Terrestre Principal (MGCS), projeto conjurado que deve estar disponível por volta de 2045.
Olho no Futuro
O General Philippe de Montenon, comandante das forças terrestres e operações, destacou que a nova geração de veículos militares não se limitará a tanques tradicionais. Com o uso de drones e robótica em mente, o MGCS se configurará como um sistema interconectado, utilizando inteligência artificial para otimizar suas operações.
Coquet reforçou a ideia de que a capacidade provisória será um "primeiro passo" na construção do MGCS, sinalizando um futuro promissor para as forças armadas francesas.
Fonte: www.defensenews.com








