Título: Aliados dos EUA Superam Gastos com Defesa pela Primeira Vez
Subtítulo: Análise revela que nações do Atlântico Norte e Indo-Pacífico agora investem mais em suas forças armadas do que os Estados Unidos.
Um novo estudo do Economist mostra que, pela primeira vez, os aliados dos Estados Unidos estão gastando mais em defesa do que o próprio país. Em 2025, a soma dos orçamentos de defesa das nações aliadas na região do Atlântico Norte e Indo-Pacífico atingiu 111% do que os EUA despenderam.
Aliados Contabilizados
O levantamento considerou 31 membros da OTAN, excluindo os EUA, além de aliados asiáticos como Japão, Coreia do Sul, Tailândia, Austrália e Filipinas. O gasto total desses países com defesa superou pela primeira vez a marca de 1 trilhão de dólares, ajustados pela paridade do poder de compra.
Apesar desse aumento, os gastos absolutos ainda ficam cerca de 200 bilhões de dólares abaixo do orçamento militar norte-americano, que apresentou uma redução de 7,5% no último ano.
Crescimento dos Orçamentos na Europa
A análise ressalta que, enquanto os gastos militares dos EUA se mantêm estagnados há alguns anos, os orçamentos dos aliados têm crescido significativamente, impulsionados pela rearmamento europeu em resposta à guerra na Ucrânia. Os aliados da NATO na Europa e Canadá representam 81% do orçamento militar dos EUA.
A Ucrânia não foi incluída na análise, pois não é membro da NATO e não possui um tratado formal com os EUA. Entretanto, seus gastos de defesa são impressionantes: 40% do PIB ucraniano é direcionado ao setor militar.
Aumento Global nos Gastos com Defesa
Os gastos militares na Europa aumentaram 14% de 2024 para 2025, segundo os dados do SIPRI, o que torna a região a principal responsável pelo aumento global de gastos militares, que atingiu o recorde de 2,9 trilhões de dólares. Apesar da redução do orçamento do Pentágono, os gastos em âmbito global têm compensado essa diminuição.
Os Estados Unidos continuam sendo o maior gastador militar do mundo, representando mais de 20% do total global. A China ocupa o segundo lugar, com 12,7% dos gastos.
O cenário atual aponta para um aumento nas tensões geopolíticas e um possível realinhamento das forças militares globais, à medida que aliados dos EUA se tornam mais autossuficientes e investem mais em suas capacidades de defesa.
Fonte: www.defensenews.com






