Título: Oficiais da Marinha dos EUA Pedem Aumento na Frota de Grupos de Pronto-emprego Amphibious
Subtítulo: General do Corpo de Fuzileiros Navais revela que a demanda por unidades é significativamente maior do que o previsto, em meio a desafios de manutenção da frota atual.
Os generais e almirantes que lideram os comandos militares dos Estados Unidos estão pedindo um aumento na presença de Grupos de Pronto-emprego de Fuzileiros Navais (ARG-MEUs). O apelo ocorre em um momento em que a demanda por essas unidades superou as expectativas, conforme relatado pelo Comandante do Corpo de Fuzileiros Navais, General Eric Smith.
Durante uma palestra na feira Modern Day Marine, realizada em Washington, na última quinta-feira, Smith destacou que a necessidade de ARG-MEUs ultrapassa em larga escala o que havia sido solicitado anteriormente, que era de três unidades. "Posso garantir que o número solicitado é bem superior a três", afirmou.
Necessidade Crescente em Diversos Comandos
As solicitações por ARG-MEUs chegam de várias frentes, incluindo os Comandos do Sul, Europa, Central e da África. A presença "3.0" implica que três navios estejam sempre em operação – um na Costa Leste, um na Costa Oeste e o 31º MEU, com missões a partir de Okinawa, Japão.
Atualmente, a 22ª MEU está participando da Operação Southern Spear, enquanto a 31ª MEU apoia a Operação Epic Fury no Oriente Médio. Informações indicam que a 11ª MEU está a caminho do Oriente Médio, embora esteja, no momento, realizando patrulhas rotineiras nas Filipinas.
Flexibilidade e Desafios da Frota Atual
General Smith enfatizou que os ARG-MEUs são a ferramenta mais flexível do Departamento de Defesa, mostrando-se cruciais para operações humanitárias e de evacuação, além de capacidades de ataque. No entanto, ele reconheceu que manter essa frequência tem sido desafiador, o que reforça a necessidade de voltar a uma presença contínua de três ARG-MEUs.
Com um número crescente de demandas, a Marinha dos EUA admite que a atual frota de 32 navios de guerra anfíbios não é suficiente. Segundo um relatório de 2024 do Escritório de Responsabilidade Governamental, metade desses navios apresenta problemas significativos de manutenção.
Planos para Melhoria e Manutenção
Para resolver essas questões, o Corpo de Fuzileiros Navais está focado em otimizar cronogramas de manutenção, investir em extensões de vida útil e adquirir novos navios. O Diretor de Guerra Expedicionária, Brigadeiro General Lee Meyer, informou que estudos recentes levaram à extensão da vida útil do USS Wasp. A expectativa é que a unidade analise outros navios de assalto anfíbio em breve.
Recentemente, a Marinha e o Corpo de Fuzileiros Navais uniram forças para criar o Conselho de Prontidão das Forças Anfíbias. O objetivo é encontrar o melhor caminho para manter e modernizar a frota anfíbia disponível.
O Almirante Daryl Caudle, chefe das operações navais, afirmou que o conselho não é um grupo de estudo, mas uma plataforma abrangente para ações práticas. "A prontidão anfíbia tem enfrentado os efeitos cumulativos de sistemas envelhecidos, manutenção adiada e outros desafios operacionais", concluiu.
Essa ação reflete a urgência em garantir que os grupos de prontidão sejam eficazes e estejam sempre prontos para atuar em missões essenciais.
Fonte: www.defensenews.com








