China exibe poderio militar com lançamento de mísseis DF-17
Novo armamento é apresentado em meio a tensões militares na região da Ásia-Pacífico
A China revelou recentemente seus mísseis balísticos DF-17, destacando a evolução de seu arsenal militar em meio a crescentes tensões com os Estados Unidos e seus aliados na região da Ásia-Pacífico. A apresentação dos mísseis ocorreu em junho, através da mídia estatal chinesa, onde foram descritos como um dos principais ativos militares do país.
Um recado contundente
Especialistas acreditam que a divulgação dos DF-17 é uma resposta direta aos exercícios militares liderados pelos EUA e aliados na região, como o RIMPAC (Rim of the Pacific), que está acontecendo próximo ao Havai. Os analistas advertem que essa demonstração busca alertar a força militar americana sobre as capacidades desses mísseis, que podem causar danos significativos em um possível conflito.
“As imagens podem servir como um sinal político, além de funcionarem como uma forma de desestimular, já que os DF-17 são difíceis de serem interceptados, especialmente em relação a grandes alvos de superfície”, afirmou Alexander Huang, presidente do Conselho de Estudos Estratégicos e de Guerra em Taipei.
Tecnologia avançada
Os DF-17 são mísseis de médio alcance equipados com veículos de deslização hipersônicos, permitindo trajetórias inesperadas e voos em altitudes mais baixas. Segundo um estudo do think tank Center for Strategic and International Studies, esses mísseis estão disponíveis para o Exército Popular de Libertação da China desde 2019 e existem há pelo menos 12 anos.
Os analistas indicam que a apresentação dos DF-17 não foi meramente para exibição, mas parte de uma estratégia maior para mostrar que a China está preparada para contornar sistemas de defesa missilísticos, destacando a confiança crescente do Exército Popular de Libertação em suas capacidades.
Uma ameaça em potencial
Os mísseis têm comprimento de aproximadamente 11 metros e podem alcançar distâncias entre 1.800 e 2.500 quilômetros. Além disso, podem ser armados com cargas convencionais ou nucleares. O impacto dessa tecnologia avançada poderia levar a um agravamento das tensões regionais, especialmente em relação a Taiwan, que a China considera parte de seu território.
As forças armadas dos Estados Unidos, que mantêm bases em locais como Havai e Guam, estão atentas ao aumento das atividades militares chinesas nas proximidades de Taiwan e os confrontos com as Filipinas no Mar do Sul da China.
Reação e desenvolvimento da tecnologia militar
Analistas sugerem que os Estados Unidos devem considerar a ampliação de suas tecnologias de radar de longo alcance para monitorar e responder a quaisquer lançamentos dos DF-17 em um cenário de conflito. Os EUA também estão desenvolvendo sistemas similares aos DF-17, incluindo mísseis hipersônicos projetados para atingir alvos bem defendidos de grandes distâncias.
Diante desse cenário, a necessidade de Washington acelerar o desenvolvimento e a implementação de suas próprias armas hipersônicas se torna evidente, na tentativa de estabelecer um equilíbrio de dissuasão crível na região.
Fonte: www.defensenews.com








