Título: Propostas de cessar-fogo entre Ucrânia e Rússia fracassam em meio a intensos ataques aéreos
Subtítulo: Com o Dia da Vitória se aproximando, a situação na Ucrânia se agrava, com novos bombardeios e acusações mútuas entre os países.
A tentativa de cessar-fogo entre Ucrânia e Rússia, em razão das celebrações do Dia da Vitória, praticamente desmoronou. Isso acontece em meio a um aumento significativo nos ataques aéreos e ameaças de "grandes bombardeios" na capital ucraniana, Kiev.
Ambas as nações haviam anunciado a intenção de um cessar-fogo em virtude da importante data que comemora a rendição da Alemanha nazista, mas cobraram uma conduta responsável da outra parte, alertando que qualquer violação teria consequências.
Cessar-fogo declarado e advertências
A Rússia proclamou uma trégua nos dias 8 e 9 de maio, coincidentemente com as festas do Dia da Vitória. Contudo, avisou que qualquer ataque durante esse período resultaria em uma resposta fulminante em Kiev. Além disso, o Ministério da Defesa russo emitiu um aviso de evacuação, sugerindo que moradores e diplomatas deixassem a cidade.
Em resposta, a Ucrânia declarou unilateralmente um cessar-fogo a partir da meia-noite de 6 de maio. O presidente Volodymyr Zelensky afirmou que não havia recebido uma proposta oficial dos russos, mas enfatizou que, se caracterizasse violações, precisaria agir em consonância com ações russas.
Violências após o cessar-fogo
No entanto, o cessar-fogo se mostrou vulnerável logo de início, com a Rússia lançando 108 drones de combate e três mísseis durante a noite de 5 para 6 de maio, atacando cidades importantes como Kharkiv. Até às 10h do dia 6, Zelensky relatou 1.820 violações do cessar-fogo por parte das forças russas, incluindo quase 30 operações de assalto e mais de 20 ataques aéreos com mais de 70 bombas guiadas. Tragicamente, um ataque em uma creche na região de Sumy resultou na morte de duas pessoas.
Cenário de guerra e informações conflitantes
Essas declarações de cessar-fogo, geralmente unilaterais, têm se tornado um padrão na guerra de informações que ambos os lados travam. Ambas as capitais usam essas táticas para acusar a outra de falta de comprometimento com a paz. Durante um cessar-fogo anterior em torno da Páscoa Ortodoxa, a Ucrânia alegou 2.299 violações russas, enquanto a Rússia acusou a Ucrânia de 1.971.
Mudanças nas celebrações do Dia da Vitória
As festividades do Dia da Vitória, que acontecerão no icônico Red Square em Moscou no dia 9 de maio, ocorrerão, mas de forma significativamente reduzida. Tanques e veículos blindados estarão ausentes e a participação das academias militares será limitada. A decisão foi justificada pelas autoridades russas devido à "situação operacional" e "ameaças terroristas". Um sobrevoo de aeronaves ainda será realizado.
Enquanto a parada em São Petersburgo também teve suas atividades reduzidas, a expectativa de liderança internacional foi notavelmente baixa em comparação ao ano anterior, quando 29 líderes estavam presentes. Até agora, apenas alguns líderes estão confirmados, incluindo o primeiro-ministro da Eslováquia, que se mostrou amistoso com a Rússia, e Alexander Lukashenko, da Bielorrússia.
Medidas de segurança em alta
Em resposta às tensões, medidas de segurança aumentaram em Moscou, com restrições na internet e sistemas de defesa contra drones, buscando proteger a emblemática celebração de possíveis interferências ucranianas.
Zelensky declarou que a Rússia "não pode realizar um desfile em Moscou sem a boa vontade da Ucrânia". A situação continua a ser um tema central no contexto geopolítico atual, enquanto o conflito perdura e os chamados para a paz parecem ficar cada vez mais distantes.
Fonte: www.defensenews.com







