Marinha dos EUA Busca Novos Drones para Aumentar Capacidade de Combate
Objetivo é desenvolver plataformas autônomas com múltiplas funções a partir de porta-aviões
A Marinha dos Estados Unidos lançou uma solicitação de informações (RFI) em 14 de julho, na qual busca desenvolver uma nova geração de drones baseados em porta-aviões. Esses dispositivos têm como finalidade realizar diversas missões, incluindo ataques a navios e alvos terrestres, além de combate aéreo e guerra eletrônica.
Requisitos para os Novos Drones
De acordo com o documento, os drones pretendidos devem alcançar um raio de ação mínimo de 1.000 milhas náuticas para missões de ataque. Além disso, devem possuir autonomia de voo e missão, incluindo capacidades como reabastecimento automatizado e evasão de ameaças.
As propostas devem também garantir compatibilidade com os sistemas de controle de aeronaves não tripuladas já em uso pela Marinha. Embora o foco esteja em drones lançados de porta-aviões, a solicitação também menciona a necessidade de UAVs (veículos aéreos não tripulados) com decolagem e pouso vertical (VTOL), compatíveis com outros tipos de embarcações, como destróieres.
Objetivos e Estratégia
Os novos drones farão parte da "Air Wing of the Future" (Ala Aérea do Futuro), que visa substituir os atuais grupos de aeronaves de quarta geração por plataformas de quinta e sexta geração, tanto tripuladas quanto não tripuladas. A Marinha busca soluções que sejam mais eficazes em combate, a um custo acessível, permitindo um uso mais intensivo em situações de conflito.
As empresas interessadas devem detalhar suas abordagens de produção para garantir a escalabilidade e como pretende controlar os custos de manutenção e operação. A RFI também solicita que os fabricantes apresentem planos de investimentos e compromissos para desenvolver suas propostas.
Contexto Histórico
A iniciativa faz parte do plano de expansão da Marinha, conhecido como Golden Fleet, criado durante a administração Trump. Entre os projetos em andamento estão o MQ-25A Stingray, um drone de reabastecimento, e o Collaborative Combat Aircraft, ambos focados em aumentar a eficiência e a modernização das operações navais.
Essa transição para um modelo de combate baseado em drones acessíveis e descartáveis reflete uma mudança significativa na estratégia militar, priorizando a adaptabilidade e a capacidade de resposta a novas ameaças globais.
Fonte: www.defensenews.com







