Estados Unidos Reduz Corte de Caças e Navios de Guerra para Operações da OTAN na Europa: O Que Isso Significa?

EUA Reduzem Apoio Militar a Operações da OTAN na Europa

Nova decisão pode impactar a capacidade de resposta da aliança militar em caso de crises.

Os Estados Unidos planejam reduzir significativamente o número de aeronaves e navios de guerra disponíveis para operações da OTAN na Europa, conforme informações divulgadas pelo New York Times nesta sexta-feira. Essa mudança pode comprometer a capacidade da aliança em realizar ataques de alcance prolongado e operações de vigilância.

Cortes nos recursos militares

De acordo com o planejamento, o número de caças F-16 e F-15E deve cair de aproximadamente 150 para 100. Além disso, a quantidade de aeronaves de reconhecimento marítimo será reduzida de 26 para 15. O plano também inclui a retirada dos oito aviões-tanques que atualmente estão à disposição da Europa.

O Departamento de Defesa dos EUA também pretende realocar um submarino lançador de mísseis, um porta-aviões e diversas embarcações, além de dezenas de jatos que operam junto ao porta-aviões. Há, ainda, a possibilidade de que um dos dois grupos de bombardeiros atribuídos à defesa europeia seja realocado.

Mudança na dinâmica da aliança

Allison Hart, porta-voz da OTAN, afirmou que historicamente houve uma dependência excessiva das forças e capacidades dos EUA. Com o investimento crescente em defesa por parte da Europa e do Canadá, ela acredita que a responsabilidade sobre a defesa da aliança pode ser redistribuída. Hart ressaltou que essa mudança poderia fortalecer a OTAN ao reduzir a dependência de um único aliado.

O comando europeu dos EUA declarou na semana passada que planeja "ajustar" suas contribuições ao modelo de Força da OTAN, mas não forneceu detalhes adicionais sobre o que isso implica.

Contexto e repercussões

Em maio, foi relatado que os EUA pretendiam diminuir suas capacidades militares disponíveis para aliados da OTAN em situações de crise. A administração do ex-presidente Donald Trump frequentemente criticou os governos europeus por não investirem o suficiente em suas forças armadas, sugerindo um aumento no gasto com defesa até 3,5% do PIB.

O Departamento de Defesa dos EUA ainda não se manifestou oficialmente sobre as informações relatadas.

Fonte: www.defensenews.com