Todd Blanche é nomeado procurador-geral dos Estados Unidos em cerimônia no Salão Oval
A decisão ocorre em meio a polêmicas e tensões políticas entre o governo e a oposição democrata.
Todd Blanche, ex-advogado pessoal do ex-presidente Donald Trump, foi oficialmente nomeado procurador-geral dos Estados Unidos nesta segunda-feira (10). A cerimônia aconteceu no Salão Oval e contou com a presença de Trump, que não poupou aplausos ao novo procurador após seu juramento.
A indicação de Blanche não foi um processo tranquilo. Ele enfrentou um acirrado exame de confirmação no Senado, onde sua nomeação foi aprovada por um estreito placar de 50 votos a favor e 49 contra. A oposição democrata expressou forte resistência, acusando o ex-presidente de usar a pasta da Justiça para fins de vingança política.
Histórico Polêmico
Antes de assumir oficialmente o cargo, Blanche já havia atuado como advogado em processos de grande repercussão que envolvem Trump, incluindo o caso dos pagamentos a Stormy Daniels, ex-atriz de filmes adultos, que resultou em uma condenação. Além de ser seu advogado, foi nomeado subsecretário do Departamento de Justiça e, posteriormente, assumiu interinamente a chefia da pasta após a saída de Pam Bondi.
No seu mandato interino, ele gerou controvérsias, como a proposta de criar um fundo de US$ 1,8 bilhão destinado a compensar aliados de Trump que enfrentaram ações judiciais durante a administração do presidente democrata Joe Biden. Críticos, inclusive dentro do Partido Republicano, chamaram essa iniciativa de um "fundo de propinas".
Imunidade Fiscal e Táticas de Convencimento
Outro ponto polêmico da gestão de Blanche foi a concessão de imunidade fiscal ao ex-presidente e seus aliados. Para facilitar sua confirmação no Senado, o governo se comprometeu a descartar o projeto do fundo de compensação e limitou a proteção fiscal somente a questões passadas, não se aplicando a declarações futuras.
Com sua nova posição, Blanche traz à tona uma série de desafios e expectativas, dada sua ligação próxima com Trump e suas ações controversas à frente do Departamento de Justiça. A oposição e analistas políticos estarão atentos a suas decisões nos próximos meses, especialmente com vistas ao retorno de Trump à corrida presidencial em 2025.
Fonte: www.folhape.com.br








