General Atomics Recebe Contrato do Exército dos EUA para Munição de Artilharia de Longo Alcance: O Que Isso Significa?

Exército dos EUA Avança no Desenvolvimento de Munição de Longo Alcance

General Atomics recebe contrato para validar projétil de artilharia com alcance superior

O Exército dos Estados Unidos concedeu um contrato à General Atomics Electromagnetic Systems para validar uma nova munição de artilharia de 155 mm, capaz de atingir alvos além da capacidade dos projéteis convencionais. A iniciativa é parte do programa de projéteis de artilharia de longo alcance (ERAP) do Exército, que busca implantar mísseis de próxima geração com precisão mesmo em situações sem GPS.

Objetivo do programa

Anunciado na semana passada, o contrato visa garantir que o novo projétil integre tecnologias que garantam sua eficácia em cenários de combate adversos. O objetivo é que o Exército alcance capacidade operacional inicial até 2030.

Em testes realizados no campo de Yuma, no Arizona, a General Atomics já demonstrou a eficácia do projétil, atingindo alvos a mais de 119 quilômetros de distância a partir de um obuseiro M777.

Tecnologia inovadora

Diferente dos projéteis tradicionais que seguem um caminho fixo, a nova munição é projetada para manobrar durante o voo, ajudando a atingir alvos com mais precisão. Segundo Michael Rucker, vice-presidente do programa de armamentos da empresa, “O nosso projétil foi desenvolvido para oferecer maior alcance sem assistência de foguetes e é compatível com canhões e carregadores existentes. Suas características incluem asas retráteis e sistemas de orientação redundantes.”

Essas inovações visam aumentar a agilidade e a flexibilidade da missão, sendo úteis tanto em operações de ataque quanto em inteligência, vigilância e reconhecimento.

Parceria com a Marinha

Além do Exército, a Marinha dos EUA também firmou um contrato com a General Atomics, no final de 2024, para avançar no desenvolvimento do projétil para uso marítimo. Essa colaboração representa um esforço conjunto para ampliar a capacidade de alcance da artilharia em diferentes frentes de combate.

Desafios e expectativas

O desejo do Exército é que os novos projéteis sejam capazes de neutralizar veículos de combate de infantaria, obuseiros autopropelidos, lançadores múltiplos de foguetes, alvos de defesa aérea, tanques de batalha principal e possíveis ameaças marítimas. Além disso, a munição deverá funcionar mesmo sem suporte de posição GPS.

O avanço nestas tecnologias pode servir como um diferencial estratégico, oferecendo uma gama abrangente de operações em contextos desafiadores.

Fonte: www.defensenews.com