Impeachment João Campos: Presidente da Câmara do Recife afirma que pedido não será aprovado

A política na capital pernambucana vive um momento de tensão institucional. O processo de impeachment João Campos, prefeito do Recife pelo PSB, está oficialmente na pauta da Câmara Municipal para a sessão desta terça-feira, dia 3 de fevereiro. Apesar da movimentação da oposição, o presidente da Casa José Mariano, Romerinho Jatobá (PSB), manifestou total convicção de que a medida será rejeitada pelo plenário.

A peça acusatória, protocolada pelo vereador Eduardo Moura (Novo), fundamenta-se em uma nomeação para a Procuradoria do Município que gerou controvérsia jurídica e política. Segundo a denúncia, um candidato aprovado originalmente na 63ª colocação em 2022 teria sido nomeado dentro da cota reservada para pessoas com deficiência (PcD) após apresentar um laudo de Transtorno do Espectro Autista (TEA) três anos depois do certame.

Impeachment João Campos: Os detalhes da acusação de improbidade

O ponto central que sustenta o pedido de impeachment João Campos é a acusação de improbidade administrativa. Embora a gestão municipal tenha realizado a desnomeação do referido procurador após a identificação da inconsistência, o grupo de oposição liderado por Eduardo Moura argumenta que o ato administrativo inicial configurou uma irregularidade grave o suficiente para o afastamento do chefe do Executivo.

De acordo com o texto da denúncia, a nomeação teria desrespeitado os critérios de prioridade e as regras do concurso público realizado em 2022. A oposição sustenta que a mudança de status do candidato, de ampla concorrência para a cota PcD anos após a homologação, fere os princípios da administração pública.

A posição da presidência e o rito regimental

O presidente da Câmara, Romerinho Jatobá, destacou que a inclusão do tema na pauta não reflete uma concordância com o mérito da denúncia, mas sim o cumprimento estrito das obrigações legais e regimentais. “A gente bota o pedido de impeachment como manda o decreto-lei, cumpre o papel regimental da Casa”, explicou Jatobá em entrevista.

Entretanto, o parlamentar foi enfático ao classificar a iniciativa como “pirotecnia” política. Segundo sua análise, não existem indícios reais que sustentem o afastamento de João Campos. Jatobá reforçou que, embora a presidência tenha o dever de pautar o pedido, a decisão final cabe ao plenário, onde ele prevê uma derrota esmagadora para a oposição.

“Eu, enquanto presidente, tenho que cumprir, mas a gente tem convicção de que não passa esse impeachment. Não existem indícios para isso. Então a gente cumpre o que a lei manda, mas com certeza o plenário vai deliberar contra o impeachment”, afirmou o presidente da Casa.

Segurança reforçada e controle de acesso nas galerias

Para a sessão desta terça-feira (3), a Mesa Diretora da Câmara do Recife preparou um esquema especial de segurança. Antecipando-se a possíveis confrontos entre grupos favoráveis e contrários ao impeachment João Campos, a Guarda Municipal e o policiamento foram convocados para atuar nas dependências do Legislativo.

Haverá um controle rigoroso de acesso às galerias para evitar tumultos. Romerinho Jatobá fez um apelo público ao “senso de responsabilidade” dos cidadãos que pretendem acompanhar a votação presencialmente. O objetivo é garantir que o debate ocorra dentro da normalidade democrática, sem agressões físicas ou verbais.

Reunião de líderes busca acalmar os ânimos

Buscando assegurar uma sessão tranquila, o presidente do Legislativo agendou uma reunião com os líderes das bancadas partidárias. O intuito é alinhar o comportamento dos parlamentares e reduzir o clima de acirramento que costuma acompanhar processos desta natureza.

Jatobá ressaltou que, internamente, o clima entre os vereadores não é de guerra. O pedido, embora apoiado por um grupo específico da oposição, não teria contaminado as relações institucionais na Casa. A estratégia da presidência é manter o diálogo para que a votação transcorra de forma objetiva e célere.

Conclusão e desdobramentos do Impeachment João Campos

O cenário desenhado para a sessão de amanhã na Câmara do Recife indica que o pedido de impeachment João Campos dificilmente avançará para as etapas seguintes. Com uma base governista consolidada e o posicionamento firme da presidência da Casa contra o mérito da denúncia, a tendência é pelo arquivamento da proposta.

O desfecho do caso servirá como um termômetro para a relação entre o prefeito e o Legislativo municipal neste início de ano. Caso a previsão de Romerinho Jatobá se confirme, o governo sairá da sessão com sua sustentação política reafirmada, enquanto a oposição precisará buscar novas frentes de fiscalização.

FAQ: Perguntas Frequentes sobre o Impeachment João Campos

O que motivou o pedido de impeachment contra João Campos?

O pedido baseia-se na nomeação de um procurador na cota de pessoa com deficiência (PcD). O candidato havia passado na 63ª posição em 2022 e apresentou um laudo de Transtorno do Espectro Autista (TEA) três anos depois, o que a oposição classifica como improbidade administrativa.

Quem é o autor da denúncia na Câmara do Recife?

O pedido de impeachment foi protocolado pelo vereador Eduardo Moura, do partido Novo, com o apoio de um grupo de vereadores da oposição.

Quando será votado o pedido de impeachment?

A votação está pautada para a sessão desta terça-feira, dia 3 de fevereiro de 2026.

Qual a posição do presidente da Câmara, Romerinho Jatobá?

Jatobá afirma que o pedido não será aprovado. Ele considera a denúncia uma “pirotecnia” sem indícios reais e acredita que o plenário deliberará contra o afastamento.

Como será a segurança durante a votação?

A Câmara convocou a Guarda Municipal e o policiamento para realizar o controle de acesso e evitar tumultos nas galerias, prevendo a presença de torcidas contrárias e favoráveis.

O prefeito João Campos já tomou alguma providência sobre o caso do procurador?

Sim, de acordo com o conteúdo da fonte, o prefeito já efetuou a desnomeação do procurador envolvido no caso antes da formalização do pedido de impeachment.