Secretário de Defesa dos EUA defende ações militares no Irã em audiência turbulenta
Hegseth confronta questionamentos sobre a guerra e comenta sobre orçamento de defesa recorde
Na última quarta-feira, o Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, enfrentou um intenso debate no Congresso sobre a guerra no Irã. Em uma audiência a respeito do orçamento do Pentágono, que solicita impressionantes US$ 1,45 trilhões para o exercício de 2027, Hegseth se mostrou reativo a perguntas sobre os objetivos da operação militar em andamento.
Conflito no Irã em foco
Membros do Comitê de Serviços Armados da Câmara dos Representantes expressaram suas preocupações sobre a duração e os resultados esperados da guerra contra o Irã. Hegseth se opôs veementemente aos legisladores que questionaram o propósito do conflito, chamando-os de "imediatistas e derrotistas". A audiência se tornou um embate não apenas sobre os números do orçamento, mas também sobre o futuro das ações militares no Oriente Médio.
Elogios e críticas ao desempenho militar
Os deputados elogiaram os militares dos EUA atualmente destacados na região, mas queriam saber sobre as consequências da guerra até o momento. O deputado Adam Smith (D-WA) questionou Hegseth sobre os rumos da operação, enquanto John Garamendi (D-CA) apontou que, embora houvesse "sucesso tático", a estratégia da administração era, segundo ele, um exemplo de "incompetência".
Hegseth, defendendo a ação militar, argumentou que a administração Trump é a única que tomou a decisão de interromper os esforços do Irã para desenvolver armas nucleares. Ele mencionou ataques recentes que resultaram na morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários outros comandantes militares, além da destruição da marinha iraniana.
Oposição à continuidade dos esforços
As discussões surgem em momentos críticos, com um prazo de 60 dias se aproximando sob a Lei de Poderes de Guerra. Essa legislação exige que o presidente busque autorização do Congresso para continuar o conflito ou retire as tropas. A guerra no Irã já custou cerca de US$ 25 bilhões até agora, com os gastos mais altos ocorrendo no início do conflito.
Aumento no orçamento militar
O pedido de orçamento da defesa para 2027 é 44% maior que o atual, sendo considerado o mais elevado da era moderna. Além de aumentar o efetivo militar em 44 mil soldados, a proposta prevê um aumento de 5% a 7% nos salários dos militares.
Durante a audiência, surgiram preocupações sobre a demissão do ex-chefe do Estado-Maior do Exército, Randy George, e a remoção de generais de listas de promoção. Hegseth insinuou que essas decisões fazem parte de uma tentativa de reformar a cultura dentro do Departamento de Defesa, que, segundo ele, foi prejudicada por uma perspectiva "errada".
Imparcialidade militar
O General Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto, se esforçou para se manter acima das controvérsias políticas. Ele enfatizou sua função de oferecer opções militares ao líder civil e ressaltou a importância do controle civil sobre as forças armadas.
Essa audiência acirrou os ânimos no Congresso e deixou no ar questões sobre o futuro das ações militares dos EUA no Irã e o impacto que essas decisões terão na geopolítica regional.
Fonte: www.defensenews.com







