Mudanças na Assembleia Legislativa de Pernambuco Reforçam Base de Raquel Lyra
Janela partidária termina e provoca reconfiguração política com novos aliados e desafios para a governadora.
A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) passa por uma significativa transformação após o fim da janela partidária, que ocorreu entre 5 de março e 3 de outubro. Durante esse período, 24 deputados estaduais trocaram de partido, resultando em uma nova composição que fortalece a base governista da governadora Raquel Lyra (PSD) e redesenha o campo oposicionista.
Fortalecimento do PSD
O principal beneficiado dessa janela foi o PSD, que antes não tinha representação na Alepe e agora conta com oito deputados. Essa migração para a sigla, que é presidida por Lyra em Pernambuco, solidifica o partido como um dos pilares do governo. Com essa nova configuração, a governadora desfruta de uma maioria confortável para impulsionar suas propostas.
A oposição, que se reorganiza em torno do PSB, enfrenta novos desafios. Embora tenha perdido duas cadeiras, o partido mantém-se como o principal bloco adversário na Casa, agora com sete deputados. O retorno de Diogo Moraes e Waldemar Borges, que tinham abandonado a legenda no ano passado durante a CPI da Publicidade, fortalece sua posição.
Total de Deputados e Composição Atual
Atualmente, a base da governadora Lyra é composta por 35 deputados, enquanto a oposição reúne 12 parlamentares e há dois independentes. Essa predominância governista, no entanto, poderá trazer tensões em votações mais delicadas.
A federação formada por PT, PV e PCdoB continua a fazer parte da base governista, com oito parlamentares, mas enfrenta dissidências. O Podemos, que não tinha representação anteriormente, surgiu com seis deputados, incluindo Edson Vieira, que passou a integrar a base de apoio ao governo.
Reconfiguração das Comissões
Com a nova composição na Alepe, o governo busca ampliar sua influência nas comissões permanentes, especialmente nas de Constituição, Legislação e Justiça (CCLJ) e de Administração Pública, que são cruciais para a tramitação de projetos. Os partidos com bancadas ampliadas têm o direito de solicitar a redistribuição de vagas, o que pode mudar a dinâmica interna do Legislativo.
Por enquanto, os presidentes das comissões não podem ser alterados, pois foram eleitos para mandatos de dois anos. A expectativa é que a recomposição das cadeiras fortaleça a maioria governista e minimize a capacidade de obstrução da oposição.
Mudanças na Câmara Federal
Além das movimentações na Alepe, a janela partidária também impactou a bancada federal de Pernambuco. O PSD, que não tinha representantes na Câmara, agora conta com três deputados. Outras siglas também passaram por mudanças. O PL perdeu deputados, enquanto o PSB viu uma troca em sua composição com a chegada de Maria Arraes, ex-Solidariedade.
Essas transformações revelam um cenário dinâmico e potencialmente desafiador para a governadora Raquel Lyra e seus aliados, que terão que se adaptar à nova configuração política para alcançar suas metas e agendas governamentais.
Fonte: www.blogdorobertoararipina.com.br








