Lula Defende Redução da Maioridade Penal e Destaca Segurança Pública em Sabatina
Em encontro no Jornal Nacional, presidente e candidato à reeleição apresenta propostas para o setor de segurança e discute economia.
Nesta quinta-feira (15), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo PT, participou de uma sabatina no Jornal Nacional e surpreendeu ao defender a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos para crimes hediondos. A declaração ocorreu no contexto da discussão sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública.
Maioridade Penal e Segurança
Lula afirmou que, enquanto cidadão, é favorável à mudança na maioridade penal, mas que a PEC atualmente em trâmite no Congresso não é o veículo certo para essa discussão. "A PEC não estava discutindo isso. Eu sou favorável à redução, mas vamos aprovar a PEC primeiro e depois debater essa questão", explicou em resposta à jornalista Renata Lo Prete.
Prometendo combater a insegurança no país, o presidente destacou que após a aprovação da PEC, pretende criar o Ministério da Segurança Pública. Segundo ele, essa estrutura ajudaria a organizar as forças policiais e a coibir ações criminosas, mesmo aquelas que têm origem nas penitenciárias. "Precisamos asfixiar o crime organizado para libertar os territórios dos bandidos em todo o país", enfatizou.
Economia e Inclusão Social
Quando questionado sobre a dívida pública, Lula aproveitou para defender a necessidade de investir na renda das camadas mais pobres da população. Ele expressou sua visão: "Muito dinheiro na mão de poucos é pobreza, pouco na mão de muitos é riqueza." Para o presidente, o crescimento do Brasil depende de estimular a economia por meio da microeconomia, promovendo a circulação de dinheiro.
Ele também mencionou a importância do reajuste de 15% no Bolsa Família, que atrasou por falta de conhecimento sobre a situação fiscal. "Tomei a decisão de aumentar porque tinha espaço fiscal para isso", afirmou.
Relações Internacionais
Sobre os impactos econômicos do chamado "tarifaço" imposto pelos Estados Unidos, Lula se mostrou otimista. Ele destacou que, apesar de uma queda de 9% nas relações comerciais com os EUA, o Brasil teve crescimento nas exportações para países como China e Alemanha. "Batemos recordes de superávit comercial", ressaltou.
Com relação a futuros acordos comerciais, Lula expressou a preferência por negociações com o governo dos EUA, mas não descartou aplicar o princípio da reciprocidade se necessário. "Eles têm mais a perder do que a gente", concluiu.
Com estas declarações, o presidente reafirma tanto seu compromisso com a segurança pública quanto sua visão sobre o desenvolvimento econômico, numa tentativa clara de solidificar sua base eleitoral à medida que a eleição se aproxima.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br








