Nova Ordem Executiva Aperta Regras de Isenção na Cadeia de Suprimentos de Defesa: Entenda as Implicações

Estados Unidos Impõem Novas Regras para Fornecedores de Defesa

A medida busca reduzir a dependência de materiais críticos provenientes de países proibidos, como a China.

Na última segunda-feira, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva que tornará mais difícil para os contratantes de defesa dos Estados Unidos obtiverem isenções para a compra de minerais críticos e outros materiais de fornecedores estrangeiros proibidos, incluindo a China. Essa iniciativa visa diminuir a dependência das cadeias de suprimento internacionais na produção de armamentos.

Novas exigências para isenções

Com a nova normativa, os contratantes serão obrigados a demonstrar que buscaram alternativas viáveis além dos fornecedores chineses, que costumam ser as opções mais acessíveis. Para conseguir uma isenção, as empresas deverão detalhar a origem dos materiais que utilizam e apresentar um plano para se afastar de fornecedores considerados proibidos. A falta de conformidade poderá resultar na perda de contratos.

"Nada de ‘tentamos tudo e não conseguimos nada’", afirmou Peter Navarro, assessor da Casa Branca, durante uma coletiva de imprensa realizada antes da divulgação da ordem.

Desafios no setor de defesa

A medida chega em um momento em que o Pentágono está pressionando empresas como Lockheed Martin e Boeing a expandir rapidamente a produção de armamentos, enquanto ainda enfrenta vulnerabilidades nas cadeias de suprimento que atendem às Forças Armadas dos Estados Unidos. Muitas bases de materiais e minerais críticos utilizados em mísseis e aeronaves ainda dependem de fornecedores chineses, colocando as empresas em um dilema entre a necessidade de afastar-se de Pequim e garantir o fluxo contínuo de armamentos para as tropas e aliados.

Acompanhamento das cadeias de suprimento

Além de endurecer as exigências para as isenções, a ordem executiva orienta o Pentágono a desenvolver regras que obriguem os contratantes a mapear as cadeias de suprimento de defesa, desde a extração de materiais até os produtos militares acabados. As empresas deverão identificar de onde vêm os minerais, componentes, softwares e outros insumos usados em sistemas de armas designados, ampliando a visibilidade do governo para além dos contratantes principais até os fornecedores de níveis mais baixos.

"Isso não é apenas burocracia. É preparação para o campo de batalha", disse Navarro, ressaltando a importância de o Pentágono compreender a dependência de fornecedores controlados por estrangeiros antes que um conflito aconteça.

A ordem também exige que os contratantes avaliem a propriedade estrangeira de seus fornecedores, suas vulnerabilidades financeiras e riscos de fabricação, além de substituir aqueles considerados não confiáveis.

Fonte: www.defensenews.com