Nave Orion se prepara para reentrada: o papel crucial dos paraquedas
Missão Artemis II: após dez dias em órbita lunar, quatro astronautas retornam à Terra no Oceano Pacífico.
A nave Orion da NASA está prestes a realizar sua reentrada na atmosfera terrestre, um momento decisivo na missão Artemis II, que levou astronautas para orbitar a Lua. O retorno, previsto para ocorrer em breve, depende crucialmente do sistema de paraquedas para garantir uma chegada segura.
Como funciona a reentrada?
Durante a reentrada, a nave se utiliza de seu escudo térmico para desacelerar, reduzindo a velocidade de aproximadamente 51 mil a 64 mil quilômetros por hora para cerca de 900 quilômetros por hora a uma altitude de 2.200 metros. No entanto, esse desaceleramento inicial não é suficiente para garantir uma aterrissagem segura.
É aí que os paraquedas entram em ação. Jared Daum, chefe do Sistema de Paraquedas da Orion, explica que essa etapa é fundamental para reduzir a velocidade do veículo, permitindo um pouso suave nas águas do Oceano Pacífico. “Sem os paraquedas, a tripulação não teria uma forma segura de retorno”, destaca Daum.
O sistema de paraquedas em detalhes
O sistema é composto por um total de onze paraquedas, com quatro tipos diferentes. O processo começa com uma cobertura de Kevlar, que é removida para liberar o equipamento. Em seguida, dois paraquedas de frenagem, com diâmetro de cerca de sete metros, atuam para estabilizar e desacelerar a nave.
Após essa fase, três paraquedas piloto são acionados, preparando a abertura dos paraquedas principais, que são fabricados em náilon leve. Esses paraquedas maiores são essenciais para gerar resistência aerodinâmica e permitir uma desaceleração de cerca de 43 quilômetros por hora, tornando possível uma amerissagem controlada.
Planos de contingência para segurança
A redundância é uma das pedras angulares das operações espaciais. Se um paraquedas falhar, outros do mesmo tipo podem assumir a função, garantindo que os astronautas tenham uma chance de retorno segura. “É crucial que tudo funcione perfeitamente, pois não há espaço para erros”, ressalta Daum.
Com a expectativa de que a Orion complete sua jornada sem incidentes, todos os olhos estão voltados para a missão que simboliza um importante passo para a exploração lunar e, futuramente, para Marte.
Fonte: www.folhape.com.br







