Por que o Reino Unido Deve Reforçar o Foco no Atlântico: A Chave para a Segurança Britânica, Segundo o Comandante da Marinha

Reino Unido Precisa Fortalecer sua Preparação Naval, Afirma Chefe da Marinha

General Gwyn Jenkins destaca a importância do Oceano Atlântico para a segurança nacional em um discurso em Londres

Em um discurso proferido na histórica Admiralty House, em Londres, o Primeiro Lorde do Mar, General Gwyn Jenkins, ressaltou a necessidade urgente de o Reino Unido fortalecer sua prontidão naval para garantir a segurança do Oceano Atlântico. Para ele, proteger as rotas marítimas, cabos submarinos e a infraestrutura energética é vital para o país, especialmente diante de ameaças que não eram vistas desde a Guerra Fria.

A Nova Realidade Geopolítica

Com a Rússia intensificando suas atividades no Atlântico Norte e ao redor de infraestruturas subaquáticas essenciais, Jenkins fez referências à Batalha do Atlântico durante a Segunda Guerra Mundial, enfatizando que a segurança do Reino Unido e a capacidade da OTAN de reforçar a Europa estão atreladas à segurança deste mar.

Durante sua fala, ele mencionou os escritos de Winston Churchill sobre a relevância do Atlântico, sublinhando que o mar é fundamental para a existência da Grã-Bretanha. Jenkins afirmou que é necessária uma "mobilização de toda a nação" para defender esses interesses marítimos.

A Importância do Oceano para a Economia Britânica

O Primeiro Lorde destacou que a dependência britânica do Atlântico cresceu consideravelmente nas últimas oito décadas, com quase toda a comércio do país sendo realizado por mar. Além disso, ressaltou um “paradoxo perigoso”: apesar da importância do Atlântico ser maior do que nunca, a percepção pública sobre sua relevância tem diminuído.

Medidas Emergenciais Frente à Ameaça Russa

Jenkins alertou sobre a necessidade de monitorar as atividades no Atlântico, garantindo que os adversários percebam que os custos de qualquer forma de agressão superariam os benefícios. Para isso, ele reivindicou um aumento na prontidão de combate e a necessidade de redescobrir o que significa ser uma nação marítima.

O General defendeu a criação de uma “Marinha híbrida”, que integraria navios tripulados, drones, sensores e redes de dados, essencial para lidar com as ameaças modernas. Segundo ele, a defesa de um vasto oceano contestado não pode depender apenas de embarcações tripuladas.

O Futuro da Segurança Marítima

A Marinha Real tem intensificado suas operações de monitoramento, com uma média de dois navios de guerra britânicos sendo enviados semanalmente para acompanhar as atividades russas. Para enfrentar essa nova dinâmica de segurança, um acordo entre os dez países do Joint Expeditionary Force (Força Expedicionária Conjunta) será finalizado ainda este ano, visando a criação de uma força marítima integrada e persistente.

Essa iniciativa, segundo Jenkins, é uma resposta à crescente modernização da frota russa, que inclui submarinos avançados e armamentos de precisão. O foco em inovações tecnológicas na Marinha Real representa uma adaptação necessária para enfrentar os desafios atuais e futuros.

Fonte: www.defensenews.com