Título: EUA Anunciam Revisão de Desdobramentos Militares na Europa e Ameaçam Cortes em Contribuições à OTAN
Subtítulo: O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, pressiona aliados a cumprirem compromissos de gastos com defesa durante reunião em Bruxelas.
Na quinta-feira, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou uma nova análise sobre as tropas americanas na Europa. Durante uma reunião em Bruxelas com ministros da defesa da OTAN, Hegseth expressou sua disposição de cortar contribuições dos EUA à organização caso aliados que "se aproveitem" não honrem seus compromissos de gastos com defesa.
Revisão das Forças Americanas
A avaliação proposta deve durar até seis meses e incluirá consultas com o Congresso americano, que já legisla um número mínimo de tropas dos EUA na Europa. O secretário não afirmou diretamente que isso resultará na redução das forças americanas, mas enfatizou que o objetivo é incentivar os países europeus a assumirem uma maior responsabilidade na sua própria defesa.
"Esta será uma revisão verdadeira. O objetivo é garantir que a OTAN avance de forma rápida e irreversível, com a Europa assumindo a responsabilidade principal pela sua defesa", disse Hegseth.
Tensões e Críticas a Aliados
O secretário também criticou algumas nações que não apoiaram os EUA durante a guerra com o Irã, ao negarem direitos de uso de bases e sobrevoos para operações relacionadas ao conflito. Hegseth prometeu que a revisão garantirá os direitos de基地 e sobrevoo dos EUA na região.
Essa estratégia surge em um momento em que os países da OTAN estão lutando para preencher lacunas em suas forças de crise, após os EUA cortarem contribuições de maneira imediata, gerando preocupação entre os líderes que se preparam para a cúpula da OTAN em Ancara nos dias 7 e 8 de julho.
Fim da Dependência dos EUA?
Esse movimento é considerado uma tentativa de reduzir a "dependência prejudicial" dos países europeus em relação às forças americanas, especialmente diante da possibilidade de os EUA enfrentarem conflitos simultâneos em várias regiões, conforme indicado pelo comandante supremo da OTAN, o general da Força Aérea dos EUA, Alexus Grynkewich.
Ao chegar à reunião em Bruxelas, Hegseth se comprometeu a ser claro, tanto em público quanto em privado, sobre quais países precisam fazer mais. "É importante que amigos sejam honestos entre si", declarou.
Para Hegseth, a visão da OTAN deve se reinventar, reconhecendo a necessidade de um fortalecimento militar contundente para dissuadir ameaças diretamente no continente europeu.
Compromissos da Bélgica e Desafios na Europa
O comandante da OTAN, Mark Rutte, confirmou que a redução das contribuições americanas já está em vigor. "Essa é uma questão imediata", afirmou. Enquanto isso, ministros, como o da Defesa da Bélgica, Theo Francken, prometeram aumentar suas contribuições, oferecendo F-16 e drones MQ-9B SkyGuardian para compensar algumas das capacidades que os EUA estarão retirando.
No entanto, outros gaps levarão mais tempo para serem preenchidos. O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, alertou sobre os perigos de retirar rapidamente capacidades sem clareza sobre como substituí-las, especialmente em relação a mísseis de longo alcance.
Redução de Capacidades
Embora os detalhes das reduções ainda não tenham sido totalmente divulgados, informações sugerem uma diminuição significativa nas capacidades. Espera-se que o número de caças F-15 e F-15E disponíveis para a OTAN caia em um terço, enquanto a quantidade de drones MQ-4 e MQ-9 Reaper deve ser reduzida pela metade.
Essa revisão das tropas americanas e os desafios enfrentados pelos aliados não apenas destacam as complexidades da defesa europeia, mas também revelam a necessidade de um compromisso renovado entre os países da OTAN para garantir a segurança regional.
Fonte: www.defensenews.com








