Rheinmetall e MBDA: A Revolução das Armas a Laser para a Marinha Alemã

Alemanha Investirá em Armas a Laser para a Marinha até 2029

A Marinha alemã avança na modernização de seu arsenal com um novo projeto de armas a laser, que deve entrar em operação em 2029. A iniciativa surge de uma parceria entre a Rheinmetall e a MBDA, que buscam desenvolver um sistema avançado de defesa.

Contrato Milionário e Tecnologias Avançadas

Em junho, o escritório de equipamentos das Forças Armadas da Alemanha firmou um contrato com as duas empresas para criar um sistema completo de laser, que inclui desde a vigilância até o rastreamento e engajamento de alvos. O valor do contrato está na faixa de centenas de milhões de euros, conforme informaram as empresas.

O sistema em desenvolvimento utiliza tecnologias que já foram testadas em um demonstrador, que operou na fragata Sachsen, cobrindo mais de 28 mil milhas náuticas e realizando mais de mil disparos contra alvos aéreos, marítimos e terrestres.

Proteção e Eficiência em Condições Adversas

Roman Koehne, chefe da divisão de armas e munições da Rheinmetall, destacou que o sistema proporcionará um nível de proteção significativamente maior para os militares em navios, especialmente contra ameaças como drones. O equipamento mostrará eficácia mesmo em condições climáticas desfavoráveis, sendo uma solução viável também para segurança em portos.

Além de atender às demandas de defesa, o projeto enfatiza a importância de cadeias de suprimento locais e especialização técnica, visando garantir a soberania nacional na tecnologia, com a produção em larga escala majoritariamente realizada na Alemanha.

Tendências na Indústria de Defesa Europeia

Outras marinhas europeias, como a da Grã-Bretanha, também estão investindo em tecnologias de laser. O Reino Unido planeja instalar um sistema de energia direcionada chamado DragonFire em um destróier até 2027.

Enquanto isso, notícias de outras inovações militares incluem o avanço de um canhão eletromagnético pelo Instituto Franco-Alemão de Pesquisa de Saint-Louis, que, após testes, busca aumentar a energia e a distância do equipamento.

Além disso, a Bélgica anunciou a compra de armamentos anti-drone e sistemas de defesa aérea, totalizando um investimento de € 3,1 bilhões, marcando um reforço considerável em sua defesa, após anos sem investimentos significativos na área.

Esses movimentos refletem uma tendência crescente entre as forças armadas na Europa para modernizar suas capacidades de defesa, aproveitando as inovações tecnológicas disponíveis.

Fonte: www.defensenews.com