Senado dos EUA Restringe Gastos de Viagem do Secretário de Defesa até Investigação de Ataques
Comitê do Senado exige relatórios sobre ataques a civis e operações militares na América Latina
O Senado dos Estados Unidos está determinado a restringir os gastos de viagem do Secretário de Defesa, Pete Hegseth, até que ele forneça informações sobre investigações de danos a civis após bombardeios em uma escola na Irã e os impactos de operações navais na América Latina.
Investigação Sob Pressão
Na semana passada, o Comitê de Serviços Armados do Senado aprovou uma proposta no projeto de lei de Autorização de Defesa Nacional para o ano fiscal de 2027, que limita o orçamento para viagens de Hegseth a 25% do total até que os relatórios requeridos sejam fornecidos. O comitê votou 18 a 9 para avançar o projeto, que agora segue para votação no Senado completo.
Essa medida visa assegurar a entrega de investigações sobre danos civis em relação a três ataques realizados no Iémen em 2025, além do ataque a uma escola em Minab, Irã, em fevereiro.
O Ataque Trágico
No dia 28 de fevereiro, o primeiro dia das operações militares dos EUA no Irã, uma escola foi atingida por um míssil de cruzeiro Tomahawk, resultando na morte de pelo menos 165 pessoas, a maioria meninas em idade escolar. O ex-presidente Donald Trump afirmou que o Irã poderia ter acesso ao míssil, levantando dúvidas sobre a origem. A investigação está em andamento pelo Pentágono desde março.
Recentemente, Trump se manifestou sobre a investigação durante uma visita à França. Ele defendeu que "erros são cometidos" em situações de guerra, mas ressaltou que Hegseth deve ser questionado sobre o andamento das investigações.
Exigências Adicionais e Exposição da Verdade
Outra cláusula da proposta do Senado visava proibir o uso de fundos militares em operações no Irã sem autorização do Congresso. Além disso, seria exigida a apresentação de vídeos não editados de operações do Comando Sul dos EUA contra alegados tráfico de drogas na América Latina. Desde setembro de 2025, os EUA realizaram 64 ataques, resultando em pelo menos 191 mortes.
Os senadores também buscam esclarecimentos sobre os procedimentos do Pentágono para informar o Congresso sobre operações militares delicadas. A pressão sobre Hegseth aumentou após ele não revelar publicamente vídeos de um ataque a um barco suspeito de tráfico de drogas na costa da Venezuela em setembro de 2025, limitando a exibição apenas a membros do Comitê de Serviços Armados.
Os legisladores exigem ainda a divulgação de uma investigação não editada sobre a "Operação Absolution Resolve", que buscava capturar o presidente venezuelano Nicolás Maduro.
Com essa movimentação, o Senado espera garantir mais transparência das ações do governo e proteção aos civis em áreas afetadas por conflitos.
Fonte: www.defensenews.com







