US Navy: 2 Anos de Atraso na Instalação de Mísseis Hipersônicos nos Destroyers Zumwalt – O Que Isso Significa para a Defesa Nacional?

U.S. Navy Atrasada na Instalação de Mísseis Hipersônicos em Destróieres Zumwalt

A implementação de um projeto ambicioso passa por desafios financeiros e técnicos, com consequências para a estratégia militar americana.

A criação de mísseis hipersônicos nos destróieres da classe Zumwalt da Marinha dos Estados Unidos está atrasada em dois anos, conforme revelado por auditores do governo. O projeto, que já enfrenta dificuldades financeiras, também sofre com a falta de coordenação entre a Marinha e o Exército dos EUA.

Problemas e Atrasos no Programa

Além de complicações nos destróieres e nos mísseis, a Marinha e o Exército não estão alinhados nas atividades relacionadas ao programa de mísseis de ataque convencional rápido (CPS, na sigla em inglês). Os testes de voo dos mísseis, inicialmente programados para 2025, foram adiados para 2027.

O Escritório de Responsabilidade Governamental (GAO) advertiu sobre os desafios programáticos que o projeto enfrenta. Entre eles, estão os crescentes custos, atrasos nos cronogramas e problemas de confiabilidade dos destróieres DDG-1000.

Estratégia de Armamento Alterada

Em 2022, buscando uma nova missão para os destróieres Zumwalt, que tiveram sua quantidade reduzida de 32 para apenas três, a Marinha decidiu equipá-los com os mísseis CPS. Esses mísseis utilizam um sistema de propulsão que permite atingir alvos a milhares de quilômetros em menos de meia hora.

Atualmente, dois destróieres já foram entregues, enquanto o terceiro está previsto para 2028. Além disso, os mísseis CPS também serão utilizados por submarinos de ataque da classe Virginia, enquanto uma versão terrestre está sendo desenvolvida para o Exército.

Desafios na Instalação

A instalação dos mísseis e dos tubos de lançamento tem gerado custos adicionais e atrasos. Em um dos casos, um destróier precisou de mais cabeamento do que o imaginado, devido à remoção excessiva de fiações durante o processo de instalação. Além disso, os destróieres DDG-1000 possuem sistemas únicos que tornam a manutenção complexa e dispendiosa.

Os problemas ainda se estendem à confiabilidade dos sistemas de energia e à dificuldade em obter peças de reposição para os navios.

Aumento de Custos e Problemas na Produção

Apesar de alguns testes bem-sucedidos dos mísseis CPS, os custos previstos subiram, de uma estimativa de US$ 31 bilhões para 262 mísseis em 2020, para US$ 41 bilhões para apenas 224 mísseis atualmente. A Lockheed Martin, empresa responsável pela produção, enfrenta desafios significativos que precisam ser resolvidos para que os mísseis sejam construídos com a velocidade e o custo esperados.

Falta de Coordenação Entre Marinha e Exército

Uma preocupação expressa pelo GAO é a falta de coordenação entre as forças armadas. Embora a Marinha seja responsável pela produção do corpo dos mísseis, o Exército recrutou consultores próprios para aumentar a produção, criando uma situação de descompasso que pode resultar em mais atrasos e desperdício de recursos públicos.

Os especialistas alertam que, sem uma estratégia conjunta de desenvolvimento e aquisição, poderá haver um uso ineficiente dos recursos públicos e a possibilidade de atrasos adicionais no programa.

Fonte: www.defensenews.com