Marinha dos Estados Unidos Avança em Frota de Embarcações Não Tripuladas
Exercícios recentes marcam uma nova fase nas operações navais com drones do tipo GARC.
A Marinha dos Estados Unidos está fazendo progressos significativos no desenvolvimento e uso de sua frota de embarcações de superfície não tripuladas, anunciando um treinamento de fogo real com seu novo modelo, o Global Autonomous Reconnaissance Craft (GARC), que demonstra o potencial desta tecnologia em operações de combate.
Início das operações com drones marítimos
Esse anúncio vem apenas duas semanas após a utilização, pela Comando Central dos EUA, de três embarcações Corsair para atacar uma instalação de manutenção de submarinos e navios na base naval de Bandar Abbas, no Irã. Este foi o primeiro uso de drones marítimos em operações de combate por forças americanas, o que marca uma mudança importante na estratégia militar.
No dia 17 de julho, durante o exercício bienal Rim of the Pacific, dois navios de guerra desativados, o USS Peleliu e o USS Mobile Bay, foram afundados em um exercício denominado SINKEX, que simula operações navais.
Exercício de afundamento em destaque
Durante o exercício, a Marinha divulgou um vídeo impressionante do GARC realizando um ataque ao USS Peleliu. O evento atraiu a atenção dos especialistas em defesa, que analisam a crescente capacidade das forças navais dos EUA em utilizar drones em diferentes cenários.
A oficial Sarah Weinstein, que lidera a Divisão de Embarcações de Superfície Não Tripuladas 32 (USVDIV-32), elogiou a atuação de sua equipe, destacando a precisão com que o GARC foi operado. Em suas redes sociais, Weinstein comentou que o público teve uma perspectiva raramente vista em um exercício desse tipo.
Características do GARC e implicações futuras
Desenvolvido pela BlackSea Technologies, o GARC possui capacidade de carga de até 450 quilos e um alcance de 1.300 quilômetros navegando a 40 km/h. Com formação modular e alta autonomia, o GARC pode ser operado de forma independente ou em grupo, respondendo a comandos manuais ou automáticos via radar.
Em agosto de 2025, a Marinha já havia manifestado interesse em analisar o GARC para potencializar operações navais e, recentemente, a divisão USVDIV-32 utilizou os drones na Exercise BALTOPS 2026, um dos principais exercícios marítimos da OTAN.
A oficial Weinstein enfatizou que a Marinha está apenas começando a explorar as capacidades do GARC, que, além de operações de reconhecimento, já é utilizado para escolta e vigilância. Com a confirmação do afundamento do USS Peleliu, as perspectivas para os drones da Marinha estão se ampliando constantemente, à medida que novas aplicações são descobertas.
Fonte: www.defensenews.com








