US Navy Planeja Aumentar em 1.200% a Aquisição de Mísseis Tomahawk até 2027: O Que Isso Significa para a Segurança Nacional?

Estados Unidos Solicita US$ 3 Bilhões para Reabastecer Estoque de Mísseis Tomahawk Após Conflito no Irã

Navegação na Nova Solicitação Orçamentária do Pentágono para 2027

A Marinha dos Estados Unidos pediu US$ 3 bilhões para reabastecer seu estoque de mísseis Tomahawk, que foi drasticamente reduzido durante a recente guerra no Irã. A solicitação está inserida no orçamento de US$ 1,5 trilhões apresentado pelo Departamento de Defesa para o ano fiscal de 2027.

Aumento Expressivo na Demanda de Mísseis

Historicamente, foram solicitados 257 milhões de dólares no ano fiscal de 2026 para a aquisição de 58 mísseis Tomahawk. Agora, a Marinha busca uma impressionante elevação de 1.200% na quantidade solicitada, que inclui a produção de 785 mísseis, abrangendo cerca de US$ 1,5 bilhão destinados a modificações desses armamentos.

Além disso, a Marinha pediu 494 mísseis Advanced Medium-Range Air-to-Air (AMRAAM), em uma solicitação que totaliza aproximadamente US$ 800 milhões, contrapondo-se às 106 unidades, que custaram US$ 69 milhões em 2026. O total solicitado para aquisição de armamentos pela Marinha gira em torno de US$ 22 bilhões, um aumento notável em relação aos US$ 10 bilhões apropriados no ano anterior.

A Proliferação de Mísseis Durante o Conflito

A situação se tornou crítica; desde o início das operações no Irã, em 28 de fevereiro, pelo menos 850 mísseis Tomahawk foram lançados, conforme reportou o Washington Post em 27 de março. Segundo um relatório do Center for Strategic International Studies (CSIS), esse é um recorde histórico de uso para um único conflito militar. Embora os Estados Unidos ainda possuam cerca de 3.000 mísseis Tomahawk em seu arsenal, o ritmo de uso impacta a produção e o abastecimento.

Consequências do Uso Excessivo

O analista Mark Cancian, do CSIS, observou que substituir os 850 mísseis disparados pode levar de dois a três anos. Além disso, o cenário se complica com a possibilidade de atrasos na entrega de uma ordem japonesa, que previa a compra de 400 mísseis, originalmente programada para ser finalizada até março de 2028.

A fabricante RTX reportou a produção de 100 novos mísseis em 2025 e firmou um acordo com o Departamento de Defesa para aumentar a produção anual de Tomahawks para até 1.000 unidades em um período de sete anos.

Os desdobramentos desse pedido orçamentário e suas implicações para segurança nacional e para as relações comerciais internacionais permanecem atentos do público e dos analistas, à medida que a Marinha busca recuperar seus arsenais durante um período desafiador.

Fonte: www.defensenews.com