Tensão no Estreito de Ormuz: Irã Bloqueia Navegação e Registra Incidentes de Tiro
Vários navios comerciais são afetados por mensagens de proibição emitidas pela marinha iraniana neste sábado
Neste sábado, o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do mundo, foi palco de uma escalada de tensão quando a marinha do Irã emitiu mensagens via rádio informando que a passagem estava interditada. Dois navios relataram ter sido atingidos por tiros durante a tentativa de atravessar a área.
Diversos barcos comerciais tentaram transitar pelo estreito após receber um aviso que, na véspera, indicava que a navegação estaria liberada, mas sob restrições que o Irã considerava seguras. No entanto, durante o dia, ao menos duas embarcações foram alvo de disparos de embarcações iranianas, conforme apurado por fontes de segurança marítima e de transporte. Esses incidentes ocorreram entre as ilhas Qeshm e Larak, obrigando os navios a retornarem sem completar a travessia.
Relatos de Incidentes
A agência de Operações Comerciais Marítimas do Reino Unido (UKMTO) recebeu informações sobre um incidente a 20 milhas náuticas ao nordeste de Omã. O capitão de um tanque de carvão relatou ter sido abordado por duas lanchas da Guarda Revolucionária Islâmica que dispararam contra seu navio. Por sorte, a embarcação e sua tripulação saíram ilesas.
Um navio porta-contêiner também foi atingido, segundo relatos de uma fonte de segurança marítima. Vários barcos relataram que a marinha iraniana estava transmitindo uma mensagem por VHF informando que o estreito estava novamente fechado.
Mensagem de Bloqueio
A mensagem emitida pelo Irã alertou: “Atenção a todos os navios, devido ao não cumprimento do compromisso do governo dos EUA nas negociações, o Irã declara que o Estreito de Ormuz está completamente fechado novamente. Nenhum tipo de embarcação ou nacionalidade está autorizada a passar.”
Atualmente, dezenas de navios e cerca de 20 mil marinheiros permanecem presos no Golfo, aguardando para transitar por esta via crucial, que é responsável por aproximadamente 20% do fluxo global de petróleo e gás natural liquefeito. A situação representa não apenas um desafio logístico, mas também um elevado risco de escalada de conflitos na região.
Fonte: www.defensenews.com








