Frente Popular de Pernambuco Move Ação Judicial Contra Governadora Raquel Lyra por Denúncias de “Gabinete do Ódio”
Coligação acusa governo de abusos e utilização indevida de recursos públicos em campanha eleitoral
A Frente Popular de Pernambuco anunciou, durante uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira (27), que tomará medidas legais e administrativas contra a governadora Raquel Lyra (PSD) e sua coligação, Pernambuco no Coração. As ações foram motivadas por alegações de um “gabinete do ódio” financiado com recursos públicos, além de supostas articulações entre a governadora e um servidor público no Palácio do Campo das Princesas.
A principal ação será uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije), que será protocolada no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE). A Frente Popular alega que pelo menos cinco irregularidades cometidas configuram abuso de poder político e econômico, com potencial para beneficiar a candidatura de Raquel. Um dos pontos destacados é o uso de ônibus escolares para transportar militantes à convenção do PSD, realizada em 2 de agosto.
Denúncias de Espionagem e Uso Indevido de Aeronaves
Além disso, a Frente Popular menciona casos de espionagem, como a fiscalização clandestina sobre o veículo do ex-secretário de Articulação Política do Recife, Gustavo Monteiro, e seu irmão. Ambas as situações ocorreram sem autorização judicial, conforme já noticiado. Outro aspecto da ação inclui a utilização de aeronaves do governo em eventos políticos, que também será investigada.
A Frente Popular também levantou questões sobre um suposto excesso de gastos com publicidade institucional, que ultrapassaria R$ 5 milhões neste ano, contrariando a legislação eleitoral.
Ataques Digitais e Conexões Suspeitas
Um ponto central da ação é a criação de uma rede digital para atacar João Campos (PSB), principal oponente de Raquel nas eleições. Registros indicam que um servidor público federal, Amisadai Andrade, se reuniu com a governadora para discutir estratégias de ataques nas redes sociais. Ele era sócio do Portal de Prefeitura, que recebeu mais de R$ 500 mil do governo e serviu para disseminar conteúdos negativos sobre Campos.
De acordo com o advogado Rafael Carneiro, essas evidências, que ligam Amisadai à governadora e ao Portal, levantam sérias questões sobre a integridade do processo eleitoral em Pernambuco.
Próximos Passos e Ampliação das Denúncias
Além da ação no âmbito eleitoral, a Frente Popular planeja levar as denúncias ao Ministério Público de Pernambuco e a outras instâncias, com o objetivo de investigar possíveis irregularidades como peculato e enriquecimento ilícito de um servidor federal.
O advogado Carneiro enfatizou a gravidade das denúncias e a necessidade de uma apuração minuciosa. Ele afirmou: “Esses fatos foram levantados pela imprensa e precisam ser investigados. Esperamos que as autoridades competentes tomem as devidas providências para que a verdade prevaleça.”
Essa movimentação promete impactar diretamente o cenário eleitoral em Pernambuco, à medida que as repercussões dessas acusações se desenrolam nos próximos dias.
Fonte: blogpontodevista.com








