Exército dos EUA firma acordos para desenvolvimento de mísseis de longo alcance com cinco empresas
A iniciativa visa aprimorar a capacidade bélica do país e promete engajar grandes companhias de defesa.
Na última terça-feira, o Exército dos Estados Unidos anunciou a assinatura de acordos com cinco empresas de defesa, incluindo Anduril, Castelion, Lockheed Martin, Mach Industries e RTX. O objetivo é desenvolver protótipos avançados de mísseis de longo alcance, um passo significativo para fortalecer as capacidades ofensivas do país.
Detalhes do projeto
Cada uma das empresas envolvidas irá contribuir para o programa Incremento 4 do Precision Strike Missile (PrSM). Os novos mísseis poderão ser lançados do sistema HIMARS (High Mobility Artillery Rocket System) e são projetados para atingir alvos marítimos e terrestres em movimento a mais de mil quilômetros de distância.
De acordo com a nota oficial, o desenvolvimento deverá ser concluído no ano fiscal de 2027, culminando em uma competição que determinará quais designs serão selecionados. Em 2028, as empresas passarão por um teste final, onde aquelas que apresentarem os melhores resultados podem receber acordos adicionais.
Contexto recente
Esses acordos ocorrem pouco após o Exército ter concedido um contrato de US$ 1,2 bilhão à Lockheed Martin para a produção inicial de mísseis balísticos de curto alcance, parte do programa Incremento 2 do PrSM. Essa movimentação indica um foco crescente na modernização e eficiência das operações militares.
Uso em combate
Os mísseis PrSM já foram utilizados em combate, com relatos de que a primeira operação ocorreu contra alvos iranianos, conforme informações do Comando Central dos EUA. No entanto, há controvérsias em torno do uso desse armamento, especialmente após alegações de que um desses mísseis teria causado a morte de civis na cidade iraniana de Lamerd, em 28 de fevereiro.
As autoridades do comando negaram essas acusações, mas especialistas na área levantam preocupações sobre a segurança e a precisão das novas tecnologias bélicas.
Os avanços nessa área refletem uma tendência contínua de inovação nos sistemas de armamento, enquanto os EUA buscam se manter à frente em um cenário global cada vez mais complexo e dinâmico.
Fonte: www.defensenews.com








