Marinha dos EUA e Corpo de Fuzileiros Buscam Reforçar Frota Anfíbia
Ampliação necessária para atender demandas de segurança e operações no exterior
Em um esforço conjunto, a Marinha dos Estados Unidos e o Corpo de Fuzileiros Navais estão trabalhando para aumentar a sua frota anfíbia, considerada insuficiente para atender às solicitações atuais de presença militar no mundo. A afirmativa foi feita pelo Comandante do Corpo de Fuzileiros, General Eric Smith, durante a conferência Sea-Air-Space 2026.
Insuficiência da Frota Atual
Smith destacou que o número atual de 31 navios anfíbios não é suficiente. A situação se torna ainda mais crítica com a crescente demanda por operações no exterior e a necessidade de suporte para os comandantes de combate. Atualmente, há apenas quatro navios anfíbios operando na América do Norte, no Caribe e no Pacífico.
Navios como o USS Tripoli, que se encontra no Mar da Arábia, estão engajados em missões de bloqueio no Estreito de Hormuz, enquanto o USS Boxer foi recentemente enviado ao Oriente Médio. A situação militar na região exige uma presença robusta, especialmente após a recente escalada do conflito no Irã.
Desafios de Prontidão
Em 2025, as taxas de prontidão dos navios anfíbios, fundamentais para atividades dos Fuzileiros, caíram para 41%. Essa queda afetou diretamente operações na América Latina e no Caribe, atrasando implantações fundamentais em até cinco meses.
Ações Planejadas para Expansão
Para contornar essa fragilidade, o Corpo de Fuzileiros e a Marinha adotaram uma abordagem em três frentes. Primeiro, estão otimizando os cronogramas de manutenção das embarcações existentes. Segundo, vão investir em extensões de vida útil para os melhores navios da frota. Por último, o foco inclui a aquisição de novas embarcações mais capazes, com o apoio do Congresso.
Smith ressaltou a importância de investimentos sustentáveis e previsíveis na indústria de transporte anfíbio para que a frota possa ser ampliada e modernizada. O orçamento fiscal de 2027, proposto pelo presidente Donald Trump, é apenas o ponto de partida para essa construção.
Mobilidade Litoral
Além da ampliação da frota, o General Smith enfatizou a necessidade de manter as capacidades anfíbias tradicionais enquanto se investe em mobilidade litoral. Essa abordagem visa garantir que as forças da Marinha e dos Fuzileiros possam se deslocar de maneira eficiente entre os navios e a costa.
Ele mencionou o Indo-Pacífico como um ambiente desafiador, destacando sua importância estratégica. Recentemente, a Marinha e o Corpo de Fuzileiros escolheram o projeto LST-100 da fabricante holandesa Damen como seu novo navio de desembarque, que apresenta capacidades inovadoras para operações sustentáveis e confiáveis.
Esta movimentação representa um passo significativo em direção a uma frota mais robusta e capaz de atender às complexidades dos desafios globais contemporâneos.
Fonte: www.defensenews.com







