A fusão Petz e Cobasi, anunciada recentemente para criar a maior rede de pet shops do Brasil, tem gerado debates sobre a concentração de mercado. Em entrevista, Sergio Zimerman, CEO da Petz, classificou como um “absurdo” as alegações de que a união das duas empresas resultaria em um monopólio. Segundo o executivo, embora a nova companhia se torne uma gigante do setor, a participação combinada no mercado brasileiro de produtos para animais de estimação será de aproximadamente 5%, refletindo a enorme fragmentação do segmento no país.
Zimerman, que dividirá o comando da nova operação com Paulo Nassar, CEO da Cobasi, enfatiza que o foco da integração não é apenas o domínio de mercado, mas a eficiência logística e a capacidade de competir em um cenário onde pequenos pet shops de bairro e grandes players de e-commerce detêm a vasta maioria das vendas.
O mercado fragmentado e a fusão Petz e Cobasi
Um dos pontos centrais defendidos por Sergio Zimerman durante a entrevista é a estrutura atual do mercado pet no Brasil. Ao contrário de outros setores do varejo, o segmento pet é extremamente pulverizado. O CEO destaca que os 5% de participação de mercado que a nova empresa deterá após a fusão Petz e Cobasi mostram que ainda existe um espaço de 95% ocupado por outros competidores.
Zimerman argumenta que a percepção de monopólio surge de uma visão limitada aos grandes centros urbanos ou apenas ao modelo de “megastores”. No entanto, quando se analisa o consumo total de rações, acessórios e serviços veterinários em todo o território nacional, a fatia das duas empresas somadas ainda é minoritária. Essa estatística será um dos pilares da defesa do negócio junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).
Sinergias operacionais e os próximos passos da união
Paulo Nassar, CEO da Cobasi, complementa a visão de Zimerman ao focar nos ganhos de eficiência. A fusão Petz e Cobasi deve gerar sinergias estimadas entre R$ 200 milhões e R$ 300 milhões anuais em termos de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização). Esses ganhos virão, majoritariamente, da otimização da malha logística, redução de custos administrativos e maior poder de negociação com fornecedores de alcance global.
A nova empresa terá uma rede combinada de cerca de 480 lojas. A estratégia pós-fusão prevê que ambas as marcas continuem existindo no curto e médio prazo, aproveitando a fidelidade que os clientes possuem com cada uma das bandeiras. A complementaridade geográfica também é citada: enquanto a Petz tem forte presença em determinadas regiões, a Cobasi domina outras, permitindo uma cobertura nacional mais robusta sem necessariamente sobrepor muitas unidades.
O papel do CADE no processo de aprovação
A análise do CADE é o próximo grande marco para a consolidação do negócio. Os executivos demonstram confiança de que o órgão regulador compreenderá a dinâmica do setor. Zimerman reforça que o mercado “relevante” para o CADE deve levar em conta não apenas as lojas físicas especializadas, mas também supermercados e o comércio eletrônico, que vendem exatamente os mesmos produtos.
A tese da defesa para a fusão Petz e Cobasi será baseada na “baixa barreira de entrada” do setor. Segundo a fonte, qualquer pequeno empreendedor pode abrir um pet shop de bairro, o que mantém a competitividade alta e impede que uma empresa com 5% do mercado dite preços de forma arbitrária. A integração total das operações só ocorrerá após o sinal verde definitivo das autoridades antitruste.
Desafios da integração cultural e tecnológica
Além da questão regulatória, a fusão Petz e Cobasi enfrenta o desafio de unir duas culturas corporativas que, embora similares no segmento, possuem processos internos distintos. Sergio Zimerman assumirá a presidência do Conselho de Administração da nova holding, enquanto Paulo Nassar será o CEO operacional da companhia combinada.
Essa divisão de liderança visa equilibrar a visão estratégica de longo prazo com a execução detalhada do dia a dia. A tecnologia será um fator determinante, unificando os sistemas de gestão de estoque e os programas de fidelidade, que são ativos valiosos de ambas as redes. O objetivo é criar uma experiência “omnichannel” (multicanal) onde o cliente possa transitar entre o digital e o físico de forma fluida.
Perspectivas para o novo ecossistema pet
A nova gigante resultante da fusão Petz e Cobasi não pretende se limitar à venda de produtos. A fonte indica que a expansão de serviços hospitalares e centros estéticos continuará sendo uma prioridade. O setor de serviços é visto como uma forma de fidelizar o cliente e aumentar a frequência de visitas às lojas físicas.
Com um faturamento bruto combinado que ultrapassa os R$ 6 bilhões (com base em dados pro forma), a companhia terá escala para investir em marcas próprias e em soluções de saúde preventiva para animais. Zimerman conclui que a união fortalece o varejo brasileiro diante da concorrência internacional e das plataformas de marketplace globais, garantindo a sobrevivência e o crescimento das redes especializadas nacionais.
FAQ – Perguntas Frequentes sobre a Fusão
A fusão Petz e Cobasi cria um monopólio? De acordo com Sergio Zimerman, CEO da Petz, não. Ele afirma que a empresa combinada terá apenas cerca de 5% de participação no mercado total de produtos pet no Brasil, o que indica um mercado ainda muito fragmentado.
Quantas lojas a nova empresa terá no total? A rede combinada após a fusão Petz e Cobasi contará com aproximadamente 480 unidades físicas espalhadas pelo Brasil.
Quem comandará a nova companhia? A estrutura de liderança prevê Sergio Zimerman como presidente do Conselho de Administração e Paulo Nassar como CEO da operação.
Qual é a sinergia financeira esperada com o negócio? As empresas estimam um ganho de eficiência (Ebitda) entre R$ 200 milhões e R$ 300 milhões por ano após a integração total.
As marcas Petz e Cobasi vão desaparecer? Segundo as informações da fonte, as marcas devem ser mantidas inicialmente, aproveitando o reconhecimento e a fidelidade dos clientes de cada bandeira.
Qual é o faturamento bruto aproximado da nova empresa? O faturamento bruto combinado das duas companhias, de forma pro forma, supera os R$ 6 bilhões anuais.









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