Pernambuco reforça Polícia Civil com 423 novos servidores e inicia definição de lotações nesta terça (11)

A Polícia Civil de Pernambuco ganhou, nesta segunda-feira (10), um reforço de 423 novos servidores aprovados em concurso público, em cerimônia realizada no Centro de Convenções, em Olinda. O grupo é formado por 51 delegados, 231 agentes e 141 escrivães, que começam a escolher os locais de atuação já nesta terça-feira (11), conforme informou a governadora Raquel Lyra.

Além da formatura, o evento marcou a transição no comando da corporação: o delegado Renato Rocha se despediu oficialmente do cargo de chefe da Polícia Civil e passou a função para o delegado Felipe Monteiro, em ato simbólico durante a solenidade.

Novo ciclo na segurança pública

Em discurso aos formandos, Raquel Lyra afirmou que o ingresso dos novos policiais integra uma etapa de reestruturação da segurança pública no Estado e destacou reduções recentes nos índices de criminalidade. A governadora reforçou que há recursos reservados para a área, com previsão de investimentos em torno de R$ 2,3 bilhões em novas delegacias, equipamentos, tecnologia e melhoria da estrutura de trabalho.

Segundo ela, o reforço no efetivo faz parte de um processo de recomposição considerado inédito nas últimas décadas, com a meta de superar o déficit histórico da corporação e ampliar a presença da Polícia Civil em todas as regiões de Pernambuco.

Próximas convocações e metas até 2026

Raquel também confirmou a continuidade do cronograma de chamamentos. A próxima turma (T2) do concurso da Polícia Civil deve contar com 477 convocados, com início das aulas previsto para 1º de dezembro. A gestão estadual projeta, até 2026, a entrada de mais de 7 mil profissionais nas forças de segurança – entre policiais civis, militares, bombeiros e peritos – dentro do programa Juntos pela Segurança, chegando a pouco mais de 7 mil nomeações ao fim do ciclo.

Para o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, a chegada dos novos servidores fortalece a capacidade investigativa e contribui para melhorar a resposta estatal ao crime, com a recomendação de atuação pautada pela ética e pelo respeito aos direitos humanos.

Mudança no comando da corporação

Visivelmente emocionado, Renato Rocha anunciou a aposentadoria após deixar a chefia da Polícia Civil e lembrou os desafios enfrentados, como a carência de efetivo e a necessidade de modernização estrutural. Ele ressaltou melhora nos indicadores criminais e classificou o curso de formação dessa turma como um dos mais completos já realizados.

Ao assumir a chefia, Felipe Monteiro afirmou que recebe a função com senso de responsabilidade e destacou o simbolismo da posse conjunta com a inclusão dos 423 novos integrantes, que, segundo ele, representam a renovação das “forças e do fôlego” da instituição para os próximos anos.